Do céu ao inferno e do inferno ao céu em menos de 1 ano
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| FOTO: COPALIBERTADORES/REPRODUÇÃO |
Em Janeiro, todos tínhamos uma grande expectativa sobre o ano que o rubro-negro tinha. Tínhamos o melhor calendário de todos os times da série A. O título do Paranaense foi uma grata surpresa e deixou todos muito animados para a sequência do ano.
Começamos a Libertadores muito bem, como sempre. Em determinada altura, fomos líderes do grupo com nada mais, nada menos do que o todo poderoso BOCA.
O jogo da volta, na Bombonera, foi um presságio de que teríamos que evoluir MUITO. Teríamos que jogar contra o árbitro, VAR, tudo e todos.
A Recopa foi um golpe duro. Definitivamente o placar não correspondeu ao que o time poderia render.
A partir deste momento, o time começou a entrar num inferno tremendo e parece que o discurso de 'não ganha fora' entrou na mente dos jogadores...
SÓ PARA QUESTÃO DE INFORMAÇÃO, NUNCA TIVEMOS TRADIÇÃO EM GANHAR JOGOS FORA DE CASA.
Em meio a essa confusão, soubemos do nosso adversário nas oitavas: BOCA. Não poderia ser pior. Jogamos mais com o BOCA do que com nosso "rival" nos últimos anos... quem diria!
Copa do Brasil... sonho impossível?
Lodi embora, Bruno Guimarães visivelmente mal nos jogos...
Só nos restava a Copa do Brasil. Me conte a verdade... Tu também duvidava né?
Passamos sofridos com um gol de Marco Ruben...
Daí pra frente, só adversários gigantes. Daronco, VAR... Vencer o Flamengo, o Maracanã e as quase 70 mil vozes não era nada em comparação a maracutaia armada. Não avisaram o Rony, que fez o gol e levou-nos aos pênaltis.
Contra o Grêmio, uma nova provação. Perdemos de 2x0 mas poderíamos ter levado 3, 4, 5, facilmente. Menos mal. O time teria que jogar o máximo no jogo da volta.
Em um jogo épico, histórico, ENGOLIMOS o retrancado time do Grêmio que, sem Cebolinha, perdia 50% de sua força. Fizemos o dever de casa e devolvemos o 2x0. Nos pênaltis, Santos brilhou e garantiu nosso passe à Porto Alegre, novamente, desta vez contra o Internacional.
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| FOTO: O GLOBO/REPRODUÇÃO |
A grande final
Decidiríamos fora. Sem problemas, certo? Não! Se fosse fácil, não seria Athletico. O Internacional, desprovido de qualidade técnica, veio retrancado e tentou ganhar o máximo de tempo possível. D'Alessandro viu Azevedo dar chapéu, fazer passe, correr... Bruno Guimarães fez o gol. Vencemos pelo placar mínimo.
Pedro Ernesto Denardin, da RBS TV/RS cantou a bola: INTER CAMPEÃO. E isso, foi só o começo da morte do Inter.
Athletico foi gigante. Começou o jogo suportando a pressão do colorado que, sem muita criatividade, na base da força, tentava fazer o primeiro gol.
Quem fez primeiro foi o Cittadini, que aproveitou a boa jogada do Rony e o belo passe do Marco Ruben.
Em uma falha da zaga, o Inter fez o seu gol, chorado. Parecia que o Athletico iria sucumbir mas, novamente, o time assumiu o controle do jogo. O 1x1 era nosso.
E assim o segundo tempo se arrastou, cada vez mais dramático para os gaúchos e mais esperançoso pra nós.
PUSKAS QUE PARIU, MARCELO!
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| FOTO: GLOBOESPORTE/REPRODUÇÃO |
Em um lance de genialidade, do puro futebol brasileiro, Marcelo arrumou uma jogada maravilhosa, deixando 3 jogadores pra trás e servindo Rony, que bateu o último prego do caixão do time gaúcho e calando mais de 50 mil torcedores, que estavam presentes no Beira-Rio, além do comentarista Denardin, que havia cravado o título.
Não foi apenas um título... Foi uma vingança. Vingança contra os faladores, vingança do Wellington contra um clube que o maltratou, vingança de Cirino, que mal teve chances e mostrou que tem sim qualidade...
Sei que ainda temos um turno inteiro no Brasileirão e mais um título seria incrível... Mas eu já desejo um feliz 2020 para todos. Obrigado por fazerem tudo isso por nós, elenco Athleticano!


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